19
de Abril de 2013
Esqueceste-te! Vais-te embora, estás tão
longe, estás tão distante, mas o que se passa? Já não faço ninguém feliz? Até
tu me abandonaste. Porquê?
É verdade, eu sei que dou demasiada
importância a coisas que ninguém dá, é certo que há coisas que me deixam mais
tristes, é certo que faço muita asneira, faço e não penso nas consequências,
mas às vezes penso e não faço, mas também não sou perfeita, já não sei o que
fazer mais para agradar às pessoas, já não sou a tal, já não sou a mesma, em
nada, nem para ninguém, já ninguém me vê como viam. Dantes era a tal amiga,
agora já não sou nada, apenas não sou a mesma.
Eu tento fazer de tudo para ser a tal, para
ser a única, para ser inesquecível, mas não consigo, ninguém se preocupa pois
vêm um sorriso estampado nos meus lábios e acham sempre que está tudo bem, mas
se olharem bem para mim, bem para os meus olhos vão perceber que não está tudo
bem na realidade.
Gostava de desaparecer fisicamente,
desaparecer por apenas um dia, desaparecer assim sem aviso prévio, apenas
desaparecer. Queria saber se iriam notar a minha falta, se iriam à minha
procura, se fazia diferença a minha partida.
Talvez não, talvez seria igual, talvez
ninguém sentiria a minha falta, talvez não tivessem saudades. Se calhar até era
melhor.
Quando alguém morre passa a ser o herói,
todos o amam, todos dizem maravilhas, todos choram por essa pessoa, mas se o
fazem quando morrem porque não fazem enquanto vivem? Será para tranquilizar a
consciência? Ou para ficar bem aos olhos dos outros?
Para mim há certas atitudes que são melhores
quando não se fazem , quando são guardadas. E se morresse? Se calhar isso iria
ser feito. Já não sou a mesma!
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