quinta-feira, 27 de junho de 2013



19 de Abril de 2013


   Esqueceste-te! Vais-te embora, estás tão longe, estás tão distante, mas o que se passa? Já não faço ninguém feliz? Até tu me abandonaste. Porquê?
   É verdade, eu sei que dou demasiada importância a coisas que ninguém dá, é certo que há coisas que me deixam mais tristes, é certo que faço muita asneira, faço e não penso nas consequências, mas às vezes penso e não faço, mas também não sou perfeita, já não sei o que fazer mais para agradar às pessoas, já não sou a tal, já não sou a mesma, em nada, nem para ninguém, já ninguém me vê como viam. Dantes era a tal amiga, agora já não sou nada, apenas não sou a mesma.
   Eu tento fazer de tudo para ser a tal, para ser a única, para ser inesquecível, mas não consigo, ninguém se preocupa pois vêm um sorriso estampado nos meus lábios e acham sempre que está tudo bem, mas se olharem bem para mim, bem para os meus olhos vão perceber que não está tudo bem na realidade.
   Gostava de desaparecer fisicamente, desaparecer por apenas um dia, desaparecer assim sem aviso prévio, apenas desaparecer. Queria saber se iriam notar a minha falta, se iriam à minha procura, se fazia diferença a minha partida.
   Talvez não, talvez seria igual, talvez ninguém sentiria a minha falta, talvez não tivessem saudades. Se calhar até era melhor.
   Quando alguém morre passa a ser o herói, todos o amam, todos dizem maravilhas, todos choram por essa pessoa, mas se o fazem quando morrem porque não fazem enquanto vivem? Será para tranquilizar a consciência? Ou para ficar bem aos olhos dos outros?
   Para mim há certas atitudes que são melhores quando não se fazem , quando são guardadas. E se morresse? Se calhar isso iria ser feito. Já não sou a mesma!

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